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Curva ABC em compras: o que é e como montar em 7 passos

Ana Amorim, Marketing4 min de leitura

A curva ABC ordena os itens comprados pelo peso de cada um no gasto total. Os itens A, poucos e caros, pedem negociação dedicada. Os itens C, muitos e baratos, pedem padronização e automação, para não tomarem o tempo do time.

Título do artigo "Curva ABC em compras: como decidir onde negociar e onde automatizar" sobre fundo azul escuro, com a marca dgenny

O que é a curva ABC em compras?

Curva ABC é a classificação dos itens comprados pelo peso de cada um no gasto total. Ela parte de uma observação que se repete em quase toda operação: poucos itens concentram a maior parte do valor.

As faixas mais usadas como referência são estas:

  • Itens A: cerca de 20% dos itens e 80% do gasto.
  • Itens B: cerca de 30% dos itens e 15% do gasto.
  • Itens C: cerca de 50% dos itens e 5% do gasto.

Os percentuais mudam de empresa para empresa. A lógica não muda: tratar tudo do mesmo jeito é gastar tempo demais com o que vale pouco.

Como montar a curva ABC em 7 passos?

Uma planilha resolve. O trabalho está em reunir os dados.

  1. Defina o período. Use os últimos 12 meses ou o orçamento da obra. Períodos curtos distorcem a curva.
  2. Liste tudo o que foi comprado. Para cada item, anote a quantidade e o valor total gasto. O relatório de pedidos do ERP é a fonte mais confiável.
  3. Padronize as descrições. "Cimento CP II 50 kg" e "cimento saco 50" são o mesmo item. Agrupe os equivalentes antes de somar.
  4. Ordene do maior para o menor gasto. O item que mais custou no período fica no topo.
  5. Calcule o percentual de cada item. Divida o gasto do item pelo gasto total.
  6. Calcule o percentual acumulado. Some os percentuais linha a linha, de cima para baixo.
  7. Classifique. Até cerca de 80% do acumulado, itens A. De 80% a 95%, itens B. O restante, itens C.

Revise a curva a cada seis meses ou a cada nova obra.

O que fazer com os itens A, B e C?

Cada faixa pede um tratamento diferente. Quanto maior o peso no gasto, mais tempo de gente.

  • Itens A: negociar com dedicação. São poucos e decidem o resultado. Vale preparar a negociação, ampliar a base de fornecedores e fechar acordos de volume. Em R$ 1 milhão negociado, 5% de economia são R$ 50 mil.
  • Itens B: comparar com método. Cotação com vários fornecedores e um mapa de cotação bem montado dão conta.
  • Itens C: padronizar e automatizar. São muitos e valem pouco. O objetivo é gastar o mínimo de tempo sem abrir mão do registro e da regra de orçamentos.

Por que a curva C consome o tempo do time?

Porque o tempo de uma cotação não depende do valor do item. Pedir três orçamentos de EPI dá o mesmo trabalho que pedir três orçamentos de aço: escrever o pedido, mandar para os fornecedores, cobrar resposta e montar o comparativo.

Como os itens C são a maioria das solicitações, eles ocupam a maior parte do dia. O time fica ocupado com metade dos itens e 5% do gasto, e os itens A são negociados com pressa.

A saída não é ignorar a curva C. A obra também para por falta de parafuso. A saída é tirar essa rotina das mãos do comprador.

Como a automação entra na curva C?

Ela assume o roteiro que se repete. Um agente de compras com inteligência artificial envia o pedido a vários fornecedores, cobra quem não respondeu pelo WhatsApp e entrega as propostas equalizadas.

Nas operações atendidas pela dgenny, o tempo operacional de cotação, follow-up e equalização cai 70% (fonte: dgenny, 2026). É esse tempo que volta para os itens A, onde está a passagem para o comprador estratégico.

Quer ver quanto a sua operação ganha com isso? Use a calculadora de retorno ou veja outros artigos sobre compras na construção civil.

Perguntas frequentes

Qual a diferença entre curva ABC de compras e de estoque?
A lógica é a mesma, o que muda é o dado. A de compras usa o valor gasto por item no período. A de estoque usa o valor parado ou o giro de cada item.
Os percentuais 80, 15 e 5 são obrigatórios?
Não. São uma referência. Ajuste os cortes à sua operação, desde que a faixa A continue pequena o bastante para receber atenção de verdade.
Um item C pode ser crítico?
Pode. Valor baixo não significa risco baixo. Marque à parte os itens que param a obra se faltarem e garanta fornecedor alternativo e estoque mínimo para eles.
Com que frequência revisar a curva ABC?
A cada seis meses, ou sempre que começar uma obra ou mudar a fase de execução. O perfil de compras muda junto.

Fontes

  1. dgenny: resultados medidos e o que muda na rotina (acesso em 2026-10-16)
  2. NeoFeed: WhatsApp à obra, startup cria superagente de compras (acesso em 2026-10-16)

Ana Amorim, Marketing

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